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MEMÓRIA E ANCESTRALIDADE

Coletivo exibe, em escolas da capital, videoarte sobre ocupação do centro de Cuiabá pela população negra

Projeto foi contemplado pela Secretaria Municipal de Cuiabá, com recursos da PNAB

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Como a população negra de Cuiabá ocupa o centro da cidade? Como foi registrada a trajetória do povo preto na história oficial da capital mato-grossense? Quem construiu cada prédio centenário? É pensando nessas e em outras perguntas que surgiu o videoarte “A história preta cravada no Centro Histórico”, idealizado pela cineasta Bruna Maciel.

A pré-estreia do videoarte será nesta quinta-feira (05), na Escola Municipal de Educação Básica Antônia Tita Maciel de Campos, no Jardim Florianópolis, bairro periférico de Cuiabá, voltada para estudantes do 5º ano e professores. Após a exibição do filme de pouco mais de 4 minutos, haverá bate-papo com as crianças sobre memória e ancestralidade.

O videoarte registra pontos importantes do Centro Histórico de Cuiabá, como o Beco do Candeeiro e a Praça da Mandioca (antigo pelourinho da cidade), acompanha a Rota da Ancestralidade (passeio pedestre por sete pontos do centro, como Igreja de São Benedito e Praça Mãe Preta), destaca a Lavagem das Escadarias do Rosário (ato ecumênico de liderança dos povos de terreiro) e destaca os trabalhos desenvolvido na Casa das Pretas. Tudo isso, de forma poética, como um clipe com imagens vibrantes e sensíveis.

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Segundo a idealizadora, que também é roteirista e diretora da obra audiovisual, Bruna Maciel, “o vídeo nasceu da vontade de registrar o que a Rota da Ancestralidade provoca em mim e em tantas pessoas: a necessidade de lembrar, de recontar, de ocupar o centro da cidade com nossas próprias vozes”.

Bruna, uma mulher negra da periferia de Cuiabá, destaca a importância de recontar os passos do povo preto na cidade. “Quis que o vídeo fosse um gesto de memória, mas também de presença. Porque a história preta de Cuiabá está ali, cravada, viva, mesmo quando tentam apagar”, conclui.

A escola Antônia Tita Maciel é a primeira a receber o projeto, que alcançará duas escolas e cerca de 200 estudantes, com exibições gratuitas, roda de conversa e lanche. Também haverá acessibilidade comunicacional, a partir da tradução em Libras. Além disso, o vídeo é legendado em português, para pessoas surdas ou com baixa audição.

O projeto é uma produção do Coletivo Audiovisual Produção em Rota e foi contemplado pelo edital Aúfa – Fomento Cultural, da Secretaria Municipal de Cuiabá, gerido com recursos da Política Nacional Aldir Blanc (PNAB), do Ministério da Cultura / Governo Federal.

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Compõem o coletivo, também, Zadoque Nathan, na captação das imagens e no designer das peças de divulgação, Zaqueu Nathanael, na edição e finalização, e Priscila Mendes, na produção e assessoria de imprensa.

São apoiadores do videoarte o Coletivo Rota da Ancestralidade, o Centro Cultural Casa das Pretas e a Rádio Assembleia.

Mais informações, no perfil @producaoemrota no Instagram.

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